terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nos confins do mundo

Vivo nos confins do mundo
onde nesta época
os montes são dourados
e os campos em girassóis
Vivo nos confins do mundo
onde a terra é orgulhosa
e com suas falésias
menospreza o mar
Vivo nos confins do mundo
onde o vento faz a curva
e com seu canto grave
avisa que tudo muda
que as coisas podem voar
Vivo nos confins do mundo
onde a sua gente é caprichosa
para o bem e para o mau
Vivo nos confins do mundo
onde a solidão me faz única
e a palavra é companheira