terça-feira, 14 de agosto de 2012

Espera

És tu a minha espera nas noites frias,ávida fonte em meus lábios.És tu o ramo de árvore,sombra,claridade das manhãs,horizontes do mar onde mergulho. És tu a minha espera,nas noites frias do caminho percorrido deste lençol que se desdobra,arrancado ao corpo nu pelos ventos irados.Vem, do interior azul da escuridão:tecerei com teus cabelos o manto dos mantos a noite alumiada de todas as noites onde a vida vence.