Ao olhar pela janela do avião eu via aquele pequeno país, todo quadriculado em vários tons de verde.
Primavera. Sol carinhoso. Meu pequeno paraíso, meu esconderijo. Todos os meus sonhos num só.
Quero viver para o amor. Não, não é aquele amor piegas onde tudo é bom. Não, eu quero a luta para transformar o feio em belo, o que não tem jeito, jeito terá.
E foi com essa intenção que pisei nessa terra.
Mas o paraíso transformou-se num inferno.
Onde eu dizia amor entendiam ódio, quando eu dizia companherismo entendiam solidão, quando eu dizia soma faziam conta de subtração.
Portanto o que eu via verde passei a ver vermelho. E louca me senti morando num hospício.
