quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O mar

Canta e bate o mar, não está de acordo.
Não o amarrem. Não o encerrem. Está ainda a nascer.
Rebenta a água na pedra e abrem-se pela primeira vez os seus infinitos olhos.
Mas de novo se fecham, não para morrer, mas para continuar a nascer.

Pablo Neruda